Calcificações na Mama tem Cura?

Sim, as calcificações na mama têm cura. Isso porque a maioria dos casos de calcificação nessa região do corpo tem prognóstico benigno.

Mas você sabe como acontece as calcificações na mama? Esse processo trata-se do acúmulo de cálcio na mama, que ocorre em razão de um processo de degeneração das células mamárias.

A degeneração pode acontecer devido ao envelhecimento da mulher ou em decorrência de alguma doença benigna ou maligna nas mamas. No entanto, nem todo processo de calcificação na mama significa que existe algum problema grave com a mulher.

Tipos de Calcificações na Mama

O processo de calcificação na mama pode ser considerado como: macrocalcificações ou microcalcificações.

  • Macrocalcificações

São as calcificações que costumam ter muitos milímetros de diâmetro, além de formato irregular. Elas estão, normalmente, associadas a diagnósticos benignos.

As macrocalcificações podem ser observadas pela mamografia ou por meio do ultrassom mamário.

  • Microcalcificações

Exigem maior avaliação médica, pois têm mais riscos de estarem associadas ao câncer de mama. Essas calcificações são bem pequenas, não podendo ser palpáveis.

Para detectar a presença dessas estruturas é necessário que se realize uma mamografia, devido às suas pequenas dimensões.

Classificação das Calcificações na Mama

As calcificações, no exame de mamografia, costumam ser classificadas em:

  • Calcificações tipicamente benignas

Geralmente são detectadas grandes calcificações. Atingem não só a mama, como também a pele, além de poder estarem presentes em áreas de cicatrizes e em fios usados em sutura de cirurgias já realizadas nas mamas.

Para essas calcificações são dadas a nota 2 de acordo com a classificação BIRADS (classificação que ajuda na orientação médica de diagnósticos – vai de 0 a 6). Essas estruturas não necessitam de nenhum cuidado em particular, apenas da realização anual da mamografia.

  • Calcificação provavelmente benigna

São estruturas com aspecto disforme, que recebem nota 3 na classificação BIRADS. Precisam de um controle, com a realização semestral da mamografia.

  • Calcificações suspeitas de malignidade

Tratam-se de calcificações que apresentam tamanho pequeno. Geralmente aparecem de forma agrupada e com formatos suspeitos.

Recebem nota 4 na BIRADS e necessitam da realização de biópsia.

  • Calcificações altamente suspeitas de malignidade

São estruturas pequenas, que aparecem também de forma agrupada e com alta densidade e formatos variados. Sua nota na classificação BIRADS é 5.

Faz-se necessária a biópsia e, em geral, precisam ser removidas por intervenção cirúrgica.

Causas das Calcificações na Mama

Diversas podem ser as causas dos processos de calcificação da mama. Os principais motivos para o aparecimento do problema são:

  • Infecção nas mamas
  • Restos de leite materno nas mamas
  • Implantação de silicone nas mamas
  • Ferimentos nas mamas
  • Processo de envelhecimento natural da mulher
  • Presença de Fibroadenoma

Como Tratar Calcificação na Mama?

Para tratar as calcificações da mama é necessário, antes, fazer o diagnóstico correto do caso. O diagnóstico é, em geral, realizado por meio da mamografia.

No entanto, caso o médico responsável tenha dúvidas e considere necessário, pode ser feita uma biópsia da mama. Nesse procedimento, um pequeno pedaço da calcificação mamária é retirado, com o auxílio de uma agulha fina. Depois dessa remoção, o material é encaminhado para o processo de análise de patologia.

O tratamento contra as calcificações na mama só está recomendado quando a estrutura de cálcio é pequena, ou seja, quando se trata da presença de microcalcificacões mamárias. E quando, segundo na classificação BIRADS, a calcificação tem atribuição de notas 4 ou 5 – o que significa que a estrutura pode estar associada ao câncer de mama.

Nesses casos citados acima, o médico, em geral, indica um tratamento ou pode também realizar uma intervenção cirúrgica para remover a estrutura calcificada. Além disso, pode ser necessário o uso de medicação ou que a paciente passe por um tratamento de radioterapia.

Afinal, as Calcificações Benignas na Mama Podem Virar Câncer?

Essa é a maior dúvida e o maior receio das mulheres que recebem o diagnóstico de calcificação na mama. A calcificação trata-se de um composto acelular químico, então, a chances de ela se transformar em um câncer é praticamente zero.

Porém, o médico costuma avaliar o que causou a formação da calcificação encontrada. Ou seja, as estruturas podem, sim, ter sido desenvolvidas pela presença de um câncer de mama, já que este tem uma intensa atividade de proliferação de cálcio e de degeneração.

Nesses casos, onde a calcificação é produto de um câncer de mama, diversas células nascem e diversas células morrem – o que faz desencadear um processo de inflamação, que forma depósitos de cálcio, dando origem às estruturas calcificadas.

Podemos concluir, então, que a presença de microcalcificação se trata de um sintoma indireto de alguma doença de mama e que merece avaliação. Já as pacientes que apresentam calcificações na mama, mas não têm histórico de doenças graves mamárias – como o câncer de mama – não necessitam de tratamento especial para as estruturas calcificadas.

Os médicos recomendam, no entanto, que todas as pacientes, cujas mamas apresentaram processos de calcificações – sejam de origem benignas ou malignas – mantenham hábitos saudáveis de vida, com alimentação controlada, peso corporal adequado e prática regular de atividades físicas.

Além disso, se faz necessário a realização do exame de mamografia anualmente (pacientes sem histórico de câncer de mama) e semestralmente (pacientes com histórico da doença).

Vale ainda ressaltar que pacientes que apresentam microcalcificações com nota 3 na classificação BIRADS 3 devem contar com um acompanhamento médico mais constante. Essas mulheres não devem ser submetidas, por exemplo, a tratamento de reposição hormonal.

Também devem realizar o exame de mamografia a cada 6 meses, como já mencionado.

Pacientes que apresentam calcificações com nota 4 e 5 na classificação BIRADS devem passar por exame de biópsia. Esse procedimento pode ser realizado de maneira percutânea, com o uso de anestesia local. Algumas mulheres poderão ainda necessitar de intervenção cirúrgica.

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