Como era uma Senzala?

 

Você sabe como era uma Senzala? Como eram suas instalações, condições e estrutura? Além disso, você tem toda a dimensão de como foram tratados os escravos no Brasil e de como demorou para que nosso país abolisse essa prática?

Quer saber mais sobre essas importantes informações, que fazem parte da nossa história? Então, continue por aqui e fique por dentro de como era uma senzala e de muito mais informações relevantes sobre a escravidão no Brasil.

Senzala o que era?

 

A senzala era a habitação dos escravos brasileiros. Era uma espécie de alojamento, onde eles eram, praticamente, amontoados.

As senzalas datam o período de escravidão no Brasil, que foi do XVI ao XIX. Essas habitações eram construídas nos centros de produções, onde os escravos trabalhavam, como minas de ouro, minas de engenho, fazendas de cafés, etc.

As habitações destinadas aos escravos eram, em geral, de médio e grande porte e eram o local onde eles passavam a noite. As instalações eram extremamente simples, sem locais adequados para o descanso e muitas vezes, sujas e com a presença de insetos e bichos.

A senzala era um local bastante desconfortável. Não costumava ter janelas suficientes para a quantidade de escravos. A construção rústica, deixava o recinto ainda mais abafado. Em geral, era feita de madeira ou de barro.

Na frente das senzalas, costumam haver os pelourinhos – que eram troncos de árvores onde os escravos eram amarrados para receber punições.

Como viviam os Escravos nas Senzalas?

Como já mencionado, as instalações das senzalas eram bastante precárias. Os escravos, em geral, dormiam no chão de terra, sobre palhas.

Algumas vezes, os escravos homens dormiam junto com as mulheres. Em outras ocasiões, os escravos eram separados pelo sexo.

Como os Escravos eram Tratados?

 

As senzalas, além de servirem como alojamento para os escravos, também eram usadas para acorrentar aqueles que tentavam fugir.

Além disso, nem é preciso ter muita informação para saber como os escravos foram tratados no Brasil. Além de serem comprados e traficados de suas terras, de diversos países da África, eles representavam verdadeiras mercadorias.

Os donos de terra compravam, trocavam e vendiam a vida e o trabalho dos escravos como um serviço. Quanto mais escravos possuía um colono, mais poderoso e respeitado ele era na sociedade da época.

Os escravos homens realizavam trabalhos pesados, como carregamentos de materiais densos. Recebiam restos de comida para conseguirem cumprir as jornadas diárias exaustivas de trabalho. À noite, tinham um pequeno período de descanso nas desconfortáveis senzalas.

Dias de folga eram raros. Quando isso acontecia, não podiam praticar as suas religiões e eram obrigados a participar dos ritos da Igreja Católica Romana.

Qualquer desobediência, erro, ato de rebeldia ou tentativa de fuga resultava em punição. A principal punição era feita nos chamados pelourinhos. O escravo era acorrentado em um tronco de árvore, onde recebia chibatadas até sangrarem, feitas com tecidos grossos, como couro, pedaços duros de plantas ou, até mesmo, com correntes.

As mulheres escravas eram colocadas para trabalhos menos pesados, como cuidados com as lavouras ou com os animais. Algumas delas, serviam às casas dos colonos, exercendo serviços domésticos ou mesmo cuidando de bebês e crianças.

Pelos colonos considerarem que o leite materno das negras era forte, os bebês brancos tinham o direito de mamarem nas escravas, antes dos seus próprios filhos. Elas davam de mamar forçadamente aos filhos dos colonos, enquanto os seus aguardavam, choravam de fome.

Muitas delas também serviam como escravas sexuais, sendo obrigadas a manter relações com os colonos. Os filhos dessas relações eram criados também como escravos.

As mulheres também recebiam castigos, porém, mais leves do que os escravos homens.

(Foto: Divulgação/Google/Imagens – Imagens livre de direitos autorais)

A Abolição da Escravatura

 

O Brasil fora o último país do mundo a abolir a escravidão. Apesar dos colonos brasileiros quererem permanecer com a escravidão, o abolicionismo vinha crescendo na Europa durante o século XIX.

A Inglaterra, por exemplo, demonstrava desejo de ampliar seus negócios com o mercado brasileiro. Porém, contestava a escravidão no nosso país.

Tanto que no ano de 1845, o Parlamento Inglês promulgou a Lei Bill Aberdeen – que vetava o tráfico de escravos e aprisionavam navios negreiros.

O Brasil se viu em uma situação onde a escravidão representaria perder mercados, além de não ter mais maneiras de conseguir mais escravos africanos.

Assim, cedendo às pressões da Inglaterra, no ano de 1850, o Brasil promulgou a Lei Eusébio de Queiróz – que acabava com o tráfico de escravos. Outra lei foi a do Ventre Livre – que previa que, a partir daquele momento, os filhos dos escravos negros que nascessem não seriam mais escravizados.

No ano de 1885, o Brasil aprova a Lei dos Sexagenários, que dava liberdade aos escravos com mais de 60 ano idade.

Mas tais leis não proibiam o uso de escravos, nem a comercialização deles dentro do território nacional. Até mesmo porque aqueles que nasciam livres permaneciam com as mães escravas. Já os sexagenários libertos não tinham condições mais de trabalharem para se manter e permaneciam, muitas vezes, nas fazendas dos colonos trabalhando em troca de comida.

A Abolição da Escravatura no Brasil só aconteceu mesmo no dia 13 de maio de 1888, com a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel. A lei abolia totalmente a escravidão em todo o território brasileiro.

Os escravos negros estavam libertos, porém, passaram a serem marginalizados e os trabalhos que lhes ofereciam eram injustamente remunerados e as condições quase que escravas. Além, claro, de serem discriminados pelo restante da sociedade.

Escravidão e Racismo

Vimos as condições precárias dos alojamentos destinados aos escravos, a chamada senzala. Também nos informamos mais sobre como eram tratados os escravos negros e o processo da Abolição da Escravatura no Brasil, que ocorrera somente no ano de 1888 – muito depois do que em muitos países europeus.

Apesar de libertos, sabemos que até hoje os negros são vítimas de preconceito e racismo – um dos motivos foi a demora do processo da abolição da escravidão em nosso país.

Para finalizar, vale ressaltar que algumas fazendas em cidades interioranas do país mantêm senzalas preservadas que servem como atração turística. Você faria questão de visitá-las?

Algumas fazendas do interior do Brasil preservaram estas senzalas que hoje são visitadas como pontos turísticos. Mostram um aspecto importante da história de nosso país: a falta de humanidade com que os africanos foram tratados durante séculos no Brasil.

Racismo é Crime!

Somos todos irmãos, e isso vem acima de qualquer coisa!

 

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